Sentimentos

Não me lembro ao certo quando passei a sentir.
Mas sei que com o tempo, tornou-se pra mim tão natural quanto pensar.
E as questões científicas e filosóficas se tornaram obsoletas perante as duvidas que meu coração colocava no caminho.
Não sei ao certo quando comecei a sentir.
Mas lembro que sempre estive sozinho.
A felicidade nunca me foi duradoura.
Roubaram me sonhos, ou as vezes eu entregava os meus de mãos beijada.
Não sei ao certo mais nada.
Deixou de ser racional.
E por isso não me cabe mais.
Não me serve. Não me sinto.
As vezes eu minto fingindo não sentir.
Pra talvez trazer de volta à racionalidade.
Trazer me a paz e a vontade.
Vontade de ser feliz.
Ou de fazer a felicidade em capsulas
Pra quem a perde nas esquinas da vida como eu.
Talvez eu não tenha sido feito pra ser feliz.
Mas pra dar felicidade a quem precisa...
E como uma brisa leve que passa.
Quando sou eu que preciso, perde a graça.
E a felicidade se vai.
Não sei quando comecei a sentir.
Mas gostaria de voltar naquele instante.
E não deixá-lo partir.
Pois o mesmo amor que me deu felicidade.
Trouxe dores que jamais cessam e pensamentos que me torturam a cada instante.
Preferia ser um cientista cético.
À um poeta romântico.
Mas não nem sei bem quando...
Eu comecei a sentir!
De lá pra frente foram só sentimentos.

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