Inferno.

Jurei que não viria aqui.
Prometi não mergulhar
Não me afundar.
Jurei mudar, virar humano.
Rasgar o pano e tentar
Outra vez cai sobre mim a praga do anjo.
E como um cai do renegado sou jogado ao inferno
Aquele que habita meu interior, que incinera minha mente.
Me congela completamente.
Volto a ser um corpo sem alma.
Sem paz sem calma.
Uma carcaça vazia que habita pensamentos nebulosos
Se o alto QI me fizesse capaz de imaginar pra mim
Meios científicos de sintetizar a felicidade e toma-la ao goles.
Me afogaria na esperança louco de silenciar a dor
Ou construir uma fantasia boa que me leve a qualquer lugar.
Um coma inconsciente que me fizesse vegetar ao longo do trajeto.
Já que me falta coragem de acionar a saída de emergência... deixo quieto aqui meus pulsos pra horas de extrema dor.
Não a dor que acalme.
Não há nada que me pare.
Eu estou no inferno outra vez.
Sinto o fogo arder sobre a carne.
O caos invadir a mente.
De repente.
Seja melhor ficar sozinho aqui.
Quem sabe um dia apareça ajuda?!
Ou eu consiga a coragem pra desistir!
Por hora marco os locais de corte com linhas tracejadas.
Já deixo a trajetória marcada.
Basta o inferno se tornar insuportável.
Ou a dor me mostrar um caminho viável.
Não há inferno pra quem se mata no inferno.
O ciclo continua, a dor não termina.
Até ai... nada mudou.

-frog

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