Lhe devo

Ainda lembro da chuva caindo, dos risos que escapavam.
Da vida nada fácil e quase sempre cheia de pequenos defeitos e talvez até, pequenos delitos do dia dia.
Ainda lembro da dor da perda, do cheiro da morte.
Da sensação de nunca mais ver.
Sou eu um pequeno ser apaixonado, um homem infectado por um vírus da alma.
Repleto de calma.
Busco adormecer.
E a dormência dos dias sem culpa das lutas incessantes pela vida
Da ferida aberta e exposta pra tentar proteger.
Fiz a escolha errada, e a consciência pesada, não cabe a você.
Lembro me então do amigo que um dia eu tive, e que hoje ainda viva, amigo? Não sei dizer.
Mas preciso limpar minha alma, recobrar minha calma.
Eu perdoo você!
Se não achar que há o que ser perdoado.
Que lhe seja de bom grado, te desejo um futuro melhor.
Pelo passado que tivemos, momentos bons que vivemos, amizades ou o que for.
Amor não vira ódio e amizade não pode ser rancor.
Que seja então anestesia...
E quem sabe um dia volte a ser algo melhor.
Vou seguindo a rua escura, da qual já me acostumei
Deixo pra trás sentimentos que não mais me cabem, e levo perdão na bagagem.
Se um dia eu seguir viagem, terei feito o meu melhor.
A sentença eu já sei de cor.
Todo anjo morre só.
~

E Deus sabe que eu não quero ser um anjo...

L.C.S Frog.
Texto registrado.

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