Eu.

Queria tanto que calasse o coração.
Que a mente turbulenta fosse silenciada.
Que o medo me deixasse de lado.
Que eu me encontre aonde estiver guardado.
Queria achar uma direção qualquer.
Um segredo não contado.
Ou o que vier.
Queria saber aonde estou agora.
Ser minha própria demora.
Acordar e limpar os espinhos da pele.
Ser perene,
Intempérie.
Encontrar por trás do rosto no espelho
Minha alma refletida de fato.
Não mais me farto.
Estou a beira da morte.
Aguardando apenas o fogo fátuo.
Pra levar o brilho da alma aos céus!
E espalhar me entre as estrelas.
Livrar-me-ia de pensar asneiras.
E de cortar os pulsos.
Meu coração ainda pulsa.
Minha oração uma repulsa.
Não há deus que atenda aos pecadores
Nem dores que afastem o meu mal.
Enquanto a mente pensar.
A dor e o pesar se mantêm aqui
Comigo
Servindo de abrigo pra minhas leves memórias.
Destruindo todas as minhas possíveis histórias.
Estou fadado ao meu caos.
A minha morte.
Estou abandonado à minha própria sorte.
Azar o meu.

-Frog

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