A sobra de mim mesmo.

Sentei-me sobre a cama e abracei minha certeza de morte.
Nunca fui cara de sorte.
E agora que a única certeza que me cerca é de que um dia lembrarei dos meu piores dias.
Tentando tirar deles alguns proveito
Penso, bem feito.
Eu não deveria confiar nas pessoas
Entregar sonhos meus de bandeja.
Ser do tipo que não deseja
Mas eu sou.
Um louco bobo abandonado, esquecido pelas voltas do tempo.
Preso quase sempre em um lamento louco que não vai me levar à lugar nenhum.
Um fantasma sem ambição!
Sem desejo, sem razão.
O reflexo raso de um ser humano.
Eu abraço a morte, queria ter a sorte dela vir pra me levar.
Mas por hoje é apenas uma visita.
Ela trás em si, a visão que mais me irrita.
Um espelho refletindo meu fracasso.
Que mostra o ponto exato em que perdi o compasso.
Eu queria ser mais do que sou agora.
Mas apesar da demora...
Um dia vou desistir.
E abraça-la de bom grado, há muito estou morto.
Mas me sobra o conforto de fingir viver.

-
FROG.

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