Contra maré

Chovia forte
Ele testava a sorte
Em um barco pequeno e qualquer
Enfrentava a maré
Renovava sua fé.
Se punha de pé mesmo sem saber o porquê.
Tentava viver sonhava em vencer.
Pensava em querer e tentava...
Tentava como quem sabe bem o que quer.
Nadava aos braços largos.
Se afogava em doce amargos...
Beijos, abraços, carinhos...
Recolia-se em pequenos ninhos.
Atrevia-se à desalinhos
Remendava-se.
E até se esquecia aos pouquinhos quem é.
No final da missão, essa frágil embarcação.
Em pedaços chegaria ao cais.
Teus sonhos jamais...
Teus sorrisos tanto faz.
Encolhia-se a maré!
Depois dessa forte ressaca, enfrentar mar aberto.
Ele insistia a se por de pé...
Faltava lhe força, sobrara-lhe fé.

0 comentários:

Postar um comentário

Seguidores