Pequeno insano.

Quando eu tinha 4 anos,
Perguntei a minha mãe porquê as pessoas eram tão diferentes.
Lembro dela sorrir e dizer, somos como peças de um quebra-cabeças, podemos parecer diferentes, mas ainda assim somos a mesma coisa.
Lembro que aos 6 a condição financeira diferenciada dos amigos da escola não eram um problema! E naquela época, dividir o lanche e comprar chicletes pra todo mundo não era uma exclusividade do que tinha grana.
Lembro que aos 8 quando disparavam algum comentário sobre meu melhor amigo: seu amigo? Mais ele é tão diferente de você!
Respondia: é pq eu gosto de matemática e ele gosta de desenhar!
Irônia da vida é que hoje eu ganho a vida desenhando e ele vai dar aulas de matemática.
Daí a gente cresce, e lê nos jornais pessoas que morreram por preconceito.
Aprende nas aulas de história sobre, como a humanidade pode ser imbecil!
A ponto de se matar por conta da diferença de concentração de melanina na pele.
Ou por conta do deus que acham melhor.
Aprendi a me assustar com comentários que diziam que isso ou aquilo não era coisa de homem, ou coisa de mulher...
Quando os melhores que du conhecia, naquela atividade, era alguém que, sob esse conceito arcaico, se quer deveria fazê-lo.
Ser adulto é mesmo muito chato! E decepcionante! Descobri que as muletas não eram armas espaciais... E que as vezes dói usá-las me incomodou.
Andei revisando meus passos, e sabe, não sei se por inocência, burrice ou só por ser diferente... Aprendi a ignorar as diferenças físicas, e respeitar as ideológicas.
Um pouco antes da vida adulta me atropelar e começar esse insano bombardeio de preconceitos, que eu adoraria nunca ter conhecido, minha maior alegria foi escolher pro meu time de basquete, um amigo com "pernas de aço" e confesso que nunca vi ele rindo tanto quanto naquele dia.
Gravei as palavras do Fred, e hoje as escrevo nesse texto.
Como o apelo insano de alguém que acredita demais na humanidade.

Ou você é louco! Ou deve ter uma empatia muito grande. As pessoas não se importam de fato com as outras, vivemos tempos de aparência. E aquele sorriso aparenta ser verdadeiro! Desista das máquinas rapaz... Você ainda tem muitos humanos pra consertar.

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O quebra-cabecas tá embaralhado, mas se a gente se esforçar um pouquinho, co seguiremos nos encaixar, e aí perceberemos que mesmo diferentes no fundo, somos todos a mesma coisa.

Eu ainda acredito... Vou morrer acreditando.
Num fui muito certo das idéias mesmo. :P

-Frog.

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