Embriaguez

Aquela noite eu estava embriagado...
Os sorrisos que recebi, os desejos que senti, seus sussurros.
Teus labios e olhares nem um pouco disfarçados.
Me deixaram embriagado.
E nessa falta de sensatez, fui eu sincero, todo de uma vez.
Um pequeno pedaço do que poderia.
Em meu querer insano de roubar o dia, fazer a noite não ter fim.
Naquela minha embriaguez queria eu me perder outra vez.
E não achar o caminho de volta!
Ver o sol nascer a nossa volta...
E você se desligar de você.
Quis eu lembrar no outro dia, que a sua ressaca seria alegria
E a minha, vontade de recomeçar...
E voltar ao momento exato, em que entreguei-me aos teus braços num sobressalto.
E dancei uns segundos, pela eternidade do teu bailar.
Queria eu mergulhar nessa tua beleza cega, que não enxerga minha tal sobriedade.
Pra demostrar que na verdade me embriaguei de você!
E tenho estado tão vivo, tão disposto a viver.
Sorriso seu, viciante, não perco nem por um tempo instante.
Me descuido, e não digo adeus.
Uma hora o tempo trás de Volta, teus lábios pra perto dos meus.

Luiz Carlos, frog

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