Ali em um conto qualquer

Ali guardada em um conto qualquer,
Encontrei no sorriso a beleza da mulher.
Ali em meio à tantos farrapos, encontrei meus retratos
Meus guardados, minha cruz.
Distante de tantos padrões, encontrei meus segredos.
Enfrentei meus leões!
Mergulhei em meus prantos e cedi aos teus encantos.
E foi em meio a escuridão, que eu descobri o tamanho da minha luz.
Compreendi que no fundo é o desejo  que seduz.
Tentei me virar do avesso.
Não pude voltar ao começo.
Mas estava tudo ali, guardado em um conto qualquer!
Conto que dizia tudo aquilo que a gente é.
Sem rodeios, devaneios sem ser mais do que é.
Me encontrei poeta e apaixonado, e me descobri ali guardado.
No canto da alma de quem não me quer.
Sou eu o conto, sou eu o encanto.
E enquanto eu me engano fingindo não ser.
Me perco em teus versos guardados.
São tantos os quadros.
Que vinho não ver.
Ali, guardado em um conto qualquer.

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