Preço

Buscamos, e então nos perdemos ao buscar incessantemente a vida que queremos ter.
Nos encontramos perdidos, dando valor ao incalculável. Calculando parcelas e prestações, perdendo nossas verdadeiras intenções.
A máxima absoluta de se perder a vida tentando ganhá-la! Vamos nos empenhando nesses nossos esforços em termos mais! E não sermos mais. Trilhando essa rota de fuga, vamos assim, fugaz. Deixando um pouquinho de nós em cada estação e pagando em trocados miúdos um alto preço por isso. 
Dormimos cada vez menos, e nossos sonhos vão ficando do lado de fora da janela, enquanto o ônibus acelera...
Nossa redenção às vezes é uma compra barata de um objeto desnecessário, ou um suspiro em um lugar diferente.
Os carros, trens e metrô seguem entupidos de gente.
Esse rio ainda corre sem saber pra aonde vai.
E no fim da tarde, deságua aquele vontade de fazer diferente. Mas já é tarde demais.
Essa maldita roda de aço que te leva ao cansaço não para jamais!
E os anos se passam, os sonhos não param, a gente não vive.
E não volta atrás.
Buscamos o preço, sem perceber que o valor não se compra... Se faz.

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