Antes do tempo dos homens

Há muito tempo, antes das cidades se erguerem, antes da luz, dos carros e da indústria, vivíamos em guerra.
Eu não sei ao certo quantos pecados cometi antes  de não pertencer mais a este mundo, mas sei quantas vezes me senti mal ao levantar a espada em nome de Deus.
A vida de um cruzado nunca é boa, destituído de família, perdi a mulher que amava antes mesmo de entender o que era amor, éramos jovens demais.
Sem família, fui criado por uma tribo, até que chegasse à idade adulta, quando me alistei ao exército local. A alabarda pesada demais para um jovem magro e de boa índole deu lugar a espata, ou como muitos chamavam, a curta.
Tratado como escravo, um misto de monge e militar, segui nessa falsa retidão pregada pelos que se diziam cristãos.
Nunca mais havia visto minha família adotiva, meu irmão havia sumido no mundo. Mas voltaria a vê-lo.
Quantas crianças fiz chorar? E quantas noites fiquei sem dormir pensando nisso. A guerra não era minha... Não havia porque matar pela fé! Deus não queria aquilo, até que um dia ele resolveu me dizer isso pessoalmente.
A cavalaria avançava coesa rumo à cidade de shankhar o lar de muitos ciganos e judeus, enquanto segundo no comando atendia as ordem do comandante e participei Ativamente do massacre, sangue inocente sujava meu rosto. Eu sabia que aquilo era errado mas não havia como parar!
Foi então que ele apareceu,um homem negro, com a barba cerrada olhar forte, apenas sorria. Judeu, obviamente, avançamos de armas em mãos... Não sei ao certo como mas meu cavalo me jogou pra longe e me pisoteou até eu não poder levantar. Meu joelho estava dilacerado.
O homem aproximou-se de mim e então disse:"levanta-te meu irmão, está vivo, pois sua vida começa agora. Eu, o filho do pai te chamo de volta a vida, para dizer aos que entendem que "Meu Deus É Deus"(Eli El)

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