Observador - repostagem

Olhando o manto negro da noite,
Vagando pelo escuro azul noturno que se pontilha de brilhantes luzes.
Luzes que fulguram e se consomem.
Luzes que iluminam e depois somem.

Como um astrônomo a varrer os céus,
A mirar estrelas únicas,
Umas diferentes das outras,
Ímpares e insubstituíveis.
Cada uma com seu valor,
Mas sem preço algum que lhes recompense o brilho.

Quando abrimos os olhos pela primeira vez,
Somos como o astrônomo que olha, que vislumbra o escuro céu noturno sem estrelas.

E à medida que a vida segue,
à medida que as lentes do telescópio esquadrinham o céu,
Achamos nossas primeiras estrelas.
As estrelas que dão luz ao viver,
Que tornam prazeroso e válido
O ato simples do acordar.

Assim como para o astrônomo
Cada minuto que se perde acordado
É como um tesouro recém-encontrado.

Estrelas ou pessoas,
Isso pouco importa.
Mas afinal o que é importante?

O que importa é a diferença,
O que cada uma delas faz no céu chamado vida.

Uma a uma, única e insubstituível
Pois uma nova estrela
Jamais apaga o brilho das antes encontradas.

Por: Nilson Souto Junior
Texto registrado
02/09/2014


Não é hábito meu reviver uma postagem antiga, mas devido a acontecimentos recentes posso dizer que essa poesia ganha um significado novo. Ela não é algo antigo, e fala de coisas que precisamos ter em mente sempre.
Um agradecimento especial a todos aqueles que contribuíram para a renovação, principalmente à Ivone Landim.

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