Pena, pressa, verso e prosa.

"O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai
A porcentagem e o verso
Rifa, tarifa e refrão
Talento provado em papel moeda
Poesia metamorfoseada em cifrão"
O Teatro mágico - Pena

Enquanto toca o violão
Meu coração se embala em mais uma grande canção.
Canção singela por sinal,
Mas que, por fim, fala claro
Canta o raro,
Canta a verdade plena,
A arte pura
E a vida dura de quem faz da pena sua amada.

Pena, papel, verso, prosa, peça…
Tenho pressa!
Palavras?
Estas hoje não meço!

Desmedidas, rápidas, vivas e vorazes;
Escritas, ditas, vistas…
Não importa!

Elas vão te invadir,
Vão povoar sua mente,
Te fazer diferente,
tornar-se-ão torrentes,
Palavras correntes sem muito meditar,
Sem muita erudição,
Com repetição demais,
Sem muita beleza,
Sem a atração que alguns tantos buscam.

Eu rimo demais!
Não é comum que eu o faça,
Mas hoje não há o que dizer,
Temos é que agir,
Há muito a fazer!

Resgatar a poesia,
Reinventar a alegria,
Colocar no rosto pintado,
Um sorriso bordado à tinta,
Fixado por alegria,
Agraciado com a euforia infantil.

Reviver amores…
Amor de primavera,
Dor que dilacera,
Mas que oblitera com furor:
Tristeza, rancor, ódio e desamor.

Escrevo em rima,
Verso com pressa,
Caminho no reverso deste mundo perverso.

Faço poesia porque amo,
Faço por vontade,
Tento pôr nela a minha verdade,
Pedindo a Deus que os versos que hoje faço criem entre os de berço e os homens,
Um laço sem preço,
Que o apreço pela poesia, pela arte, pela vida, os una para sempre.

Por: Nilson Souto Jr.
(Texto registrado)
23/11/2011

0 comentários:

Postar um comentário

Seguidores