O sentido do que se sente

O que se sente se explica?
Ou simplesmente se sabe?
Se aprecia?

Quão quimerístico e incompreensível é esse vocábulo!
Indecifrável, ilógico, inexplicável,
Até mesmo inqualificável!
O que se sente não se explica,
Pois o doer não se elucida.
Obscurece.
Jamais encarcera-se.

Filosofias, astrologias, poesias e outras mil “ias”,
Nenhuma destas pode desembaraçar os nós fortes do sentir,
Desatar as amarras que nos fazem apercebidos do onirismo contido nos sentimentos.

Poetas tolos como eu,
Que se sentem donos das palavras, de verbetes, de sentenças,
Tentaram…
Apenas tentaram, e ainda tentam esclarecer o sentir,
Mas não se pode compreender esta quimera.
Já deveríamos ter desistido de tentar!
Contudo…

Entenda se puder:
O que se esconde do conhecer humano acovarda-os,
torna-se em fobia, a filha ingrata do amor e da guerra,
Aquela a qual esconde dos homens o dom utópico chamado sentir.

Por medo, mesmo sem métrica, rima, beleza, nem sequer inteligência
Seguirei tolo como muitos outros antes de mim
E outros que virão depois. Seguirei tentando clarear o sentir,
aprisioná-lo em palavras tangíveis, inteligíveis…

Tudo o que aqui foi dito
Talvez não passe de loucura.
Se for, que alegria será!
Terei então escolhido a senda certa para trilhar.

Por: José Nilson Souto Jr.
(Registrado)
21/09/2011

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