éis...

Eu era a letra de uma poesia simples quando você ainda era a folha em branco.
Fui a melodia delicada e suave que embalava teus sonhos mais densos e sensacionais.
Fui o dono dos lábios que beijavam os teus.
Alguém que olhava de dentro da janela oculta da alma...
Mergulhava no mar verde dos teus olhos.
E lhe embalava em silencio carinhosamente pra que não se sentisses só.
Um observador da tua jornada.
Locutor dos teus mistérios.
Alguém se viciou em tuas manias.
E que ainda sente seu perfume ao sopro do vento.
Eu não sou poesia alguma...
Nem melodia de musica tua.
Sou apenas o que sobrou do sol.
Que te aquecia pela manhã e cedia lugar a lua simplesmente porque você gostava do luar.
Eu sou o homem na lua que te observa em quanto descansas.
E continuo a fingir que não estou olhando!
Continuo tentando fazer você acreditar que eu não estou ligando.
Eu não sou exatamente quem deveria
Nem alguém que te mereça..
Nada que eu lhe ofereça estará a sua altura...
Este sou eu, uma criatura que é o poeta, e não a poesia.
O que te observa partir no trem, e ainda assim agradece ao sol por se pôr no fim do dia.

"Torna-se responsável por quem tu cativas." - "O pequeno principe"

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Por Luiz carlos, Frog.

  Um comentário:

  1. Uma bela poesia, já venho acompanhando os textos postados aqui no blog, e todos foram, são, e se continuar assim serão bons. Que continue com o belo trabalho que fazem aqui.

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