Sentimento empoeirado

Não traduzirei o seu sorriso como felicidade.
Nem seu silêncio como o fim de tudo...
Do pôr do sol, do fim de tarde.
Não quero parecer covarde ao negar a existência de uma esperança
Mas me sinto uma criança esperando um presente de natal
Sem saber se o tal presente de fato chegará.
Se você vai me enxergar.
Se poderei fechar meus olhos e mergulhar...
Afogar-me em tuas carícias e cada vez mais desejar te ter por perto.
Sei que não é certo.
Mas o que será?
Perder as esperanças... E te deixar?
Ou passar noites tendo a esperança...
Mas nada a mais pra me confortar.
Seria loucura te desejar
Maior loucura seria tentar negar!
Abafo e escondo os desejos em algum lugar do armário empoeirado.
Meu porta-retrato, ali guardado trás a face de alguém que sabia amar.
E que hoje o sorriso no rosto insiste em negar.
Desaprendi aos poucos.
E poucos serão aqueles capazes de re-ensinar.
O sentimento desgastado que se encontra neste armário...
Em algum lugar.


Onde só você parece ser capaz de encontrar...


Por: Luiz Carlos, Frog
Texto registrado.





0 comentários:

Postar um comentário

Seguidores