O eco \-+-/

Um eco no silêncio mórbido de tuas palavras
Um respirar ofegante que não nos leva a nada.
Você não era exatamente como imaginava
Mas na verdade eu imaginava demais.
Teus lábios, cabelos e mãos.
Não faziam sentido quando vistos em conjunto.
Eu junto meus cacos.
Ainda estou em pedaços.
Sou eu ali no chão.
Reconhecendo em seus olhos os olhares que já amei.
No teu sorriso os sorrisos que já conquistei.
No teu abraço.
Um anseio que sempre terei.
Faz-se doce, meiga.
Leve... Faz-se fada.
Faz-se presente em tuas ausências.
Encontro-te em sonhos, mas não na vida real.
Você ainda não se fez real...
E eu vou vivendo com esse sentimento imortal.
Numa busca surreal, como quem procura por um fantasma.
Ou pelo eco de um sentimento que um dia existiu.
Mas que agora partiu...
Sem dizer quando vai voltar.

Mas ainda assim o vento faz questão de contar...
Que ele volta no dia em que ela chegar.



Luiz Carlos, Frog
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