Não fiz promessas.

Não fiz promessas
Não quebrei regras
Não listei nomes em uma agenda.
Não fiz questão que lembrassem
Mas só depois que aprendi a esquecer.
Esquecer que as pessoas me esquecem
E nunca sabem o que querem.
E eu não faço o contrário ao tentar querer
Nem sei o que!
Antes um sorriso distante me era suficiente.
Olhares verdadeiramente belos eram embriagantes.
Minhas histórias pendiam do teto penduradas em barbantes.
E eu não era exatamente tão perdido.
Sabia como fazer um pedido.
E quase sempre saí arrependido, de ter entrado em um romance qualquer.
Não fiz o papel de protagonista.
Mas fui um verdadeiro apreciador da arte da conquista!
Dei e ainda dou valor a pequenas coisas, como o sorriso desconcertado.
Ou o olhar divinamente encantado.
Mas de nada mais me adianta!
Se só posso observá-los em uma pintura!
Tão morta e pálida quanto o céu na noite sem estrelas.
E ainda que por vez ou outra eu desista de sentir, suspirar e esperar que alguém apareça.
Algo ainda me diz que haverá alguém que mereça cada olhar,
cada toque, e suspirar.
Que já passou e que ainda virá.
Ouço o mundo gritar!
E o vento trazer o perfume dela pra me reconfortar.
Algum dia ela aparece!
No fundo a gente se merece...
Mas por enquanto cabe a eu achar
Uma maneira de ser capaz, de sobreviver...

E esperar.



Convivendo com essa maneira estranha de amar.



Luiz Carlos, Frog.
Texto registrado.

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