Espelho de minh'alma

O que fui?
O que me tornei?
O que um dia serei?

Olho-me no espelho,
E já nem sei se o que vejo
Sou mesmo eu.

São os mesmos traços,
A mesma face,
Mas não os mesmos olhos.

Minh’alma se muta;
Se transforma;
Sofre!


Sofre de saudades, saudades suas…
Sofre sozinha!
Teme ter perdido a companhia.

Sou mesmo aquele que se orgulhava de ser só?
– Não!
Não sou mais o que um dia fui.

Não sou uma rocha,
Pois ela foi partida
Pelas pequenas mãos de um anjo.

Não tenho mas a face estoica de antes;
Tenho a tez marcada pelo sentir.
Os olhos, antes frios, brilham!

Brilham como as lágrimas que refletem a luz;
Brilham de alegria,
Ou tornam-se foscos na dor.

Eu era uma pedra,
Um anjo a quebrou,
Cuidou e lapidou.

Você achou meu coração aberto.
Foi entrando, entrando…
Me tornando seu.

Tornando-se parte de mim.

Não pude resistir a tudo o que fostes!
Não posso resistir a tudo o que és!

Um coração;
Um anjo dele cuidava;
Uma fada nele habitava.

Três almas,
Um elo;
Um amor!

Me recuso a deixar de te amar.
Pois até o anjo,
Que me foi presente de Deus, te ama.

Tu te fostes.
Só o anjo me resta,
Meio longe, cada dia mais longe.

Mas eu o amo.
Amo tanto quanto a ti.
E sei que ele também nos ama.

Seremos sempre três:
O pianista;
O anjo;
E a fada!

Três corações, um único amor!

~

Para: minha irmã, que esteve e está sempre do meu lado. E que mesmo longe está sempre comigo. Obrigado!
E para ti, moça dos cabelos vermelhos, só posso dizer:
Eu te amo!

Por: Nilson Jr., O Pianista
Texto registrado
01/05/2011

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