Ame

É numa manhã fria, na qual os ossos e músculos da gente fazem questão de doer que percebemos o quanto o calor humano nos faz falta. Estranho como os dias frios se tornam melhores se há calor neles.
Por mais uma vez, uma coisa corriqueira me fez pensar a respeito de questões, coisas pequenas que muitas vezes passam desapercebidas aos nossos olhos.
O flerte: onde será que ele está? Não as palavras, o famoso “desenrolo”, mas sim a troca de olhares, o corar de faces, o sorriso bobo que surge no rosto dos enamorados. Onde estão essas pequenas coisas? Onde será que se esconderam?
O abraço: o abraço caloroso de um amigo, aquele que vem quando você se sente só, sente que ninguém se importa com você. O abraço de um irmão ou da mãe, ou mesmo da pessoa que você escolheu pra estar do teu lado; o abraço carregado de um carinho especial.
Ao que parece tudo isso vem se perdendo, vem sendo esquecido ou considerado coisa do passado. Isso é mau… mau e estranho, pois desde quando demonstrar carinho é coisa do passado?
Isso me faz pensar em outra forma de carinho que não se perdeu, mas que perdeu o sentido real, a essência; essa forma de carinho chama-se beijo. O beijo, que outrora era uma demonstração máxima de carinho, intimidade e cumplicidade, hoje é banal, apenas uma demonstração de atração física passageira.
Mas chega de listar formas de demonstrar carinho, porque assim eu o limitaria.
Carinho: forma de dizer, sem dizer, que se importa com alguém; seja esse alguém um amigo, um irmão, seu namorado, seu noivo… Pouco importa a quem se dá carinho, o que importa é que o carinho jamais sairá de moda.
Deem carinho, recebam carinho, pois ele faz bem à alma daqueles que são abençoados com ele.
Sintam, amem, puxem a cadeiras num encontro, fechem os olhos ao beijar, abracem forte. Se não houver o que dizer, sorria; um sorriso às vezes diz mais que palavras.
Por: José Nilson Souto Jr.
Texto registrado
05/03/2011

  2 comentários:

  1. Mais um grande texto do nosso amigo Nilson, esse realmemte me fez lembrar de muitos acontecencimentos vividos, e de pessoas que deixei na escola após passar do terceiro ano.
    A você meus parabéns Nilson, você é um grande joven-escritor.

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  2. Luiz Carlos, frog6 de março de 2011 20:13

    E mais um vez trouxeste um texto que completa meu raciocinio explicado no texto anterior. sincronia sem igual (Y)

    otimo texto.

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