Oco

Levantei-me travando guerra com minha carne,
Caminhei recriminando minha mente,
Observei oculto; profundo em minh'alma,
Escondi atrás de um sorriso
A tristeza pelo mundo que meus olhos viram.

Por trás de cada olhar,
Eu podia ver corpos adentro,
Mas a cada vez que o fazia, chorava...
Chorava sem alento.

Via o nada dentro deles:
Cascas ocas e doentes,
Doentes com o mal do vazio.
Ah! O maldito vazio.

Alastrado e enraizado,
Como a erva daninha entre as flores.
Matando pouco a pouco a beleza e a doçura;
Tornando o antes vivo e fértil coração,
Em lugar de dor,
Ao invés de amor.
Um lugar de morte,
Onde vida antes existia.

Se a boca então expõe
O que preenche o coração,
Eu hoje prefiro não ter ouvidos,
Pois do nada, nada vem!

Hoje apenas choro por esses dias vazios.

Por: José Nilson Souto Jr.
(texto registrado)
17/02/2011

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