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Há quem duvide.

Há quem duvide da noite
E do seu bélico potencial de preencher corações de melancolia.
Há quem duvide da lua e sua luz sensual
Que transforma qualquer doce sentimento em algo potencial
Há quem se esquece que na solidão a gente fica aberto à muitos perigos.
Dentre os mais antigos, nós!
Há quem se esqueça que existe quem se compadessa e quem nunca esqueça de um sorriso
Há os saudosos do passado e os ansiosos pra um futuro qualquer...
Só vive de verdade o presente aquele homem nos braços de uma mulher! Ou nos outros tantos enlaços, como o sorriso, os abraços. O toque leve do perfume que dança pelo ar.
Esse não quer que a hora passe, só deseja que ela abrace...
E a moça também se desliga do tempo.
Presente de verdade é ter esse tempo pra si!
E si doar pra alguém que valha a pena.
Nesse mundo de almas pequenas, eu sigo poeta.
Sem saber até aonde vou ter abrigo entre estrofes.
Serei apóstrofo, ou epílogo?
Talvez não seria adjetivo...
Mas adoraria ser seu objetivo.
Há quem duvide da noite,
E dos poetas que escrevem na madrugada.
Eu, já não duvido de mais nada...
Estou há noites sem dormir.

-

Luiz Carlos, frog.
Texto registrado

Eu.

Queria tanto que calasse o coração.
Que a mente turbulenta fosse silenciada.
Que o medo me deixasse de lado.
Que eu me encontre aonde estiver guardado.
Queria achar uma direção qualquer.
Um segredo não contado.
Ou o que vier.
Queria saber aonde estou agora.
Ser minha própria demora.
Acordar e limpar os espinhos da pele.
Ser perene,
Intempérie.
Encontrar por trás do rosto no espelho
Minha alma refletida de fato.
Não mais me farto.
Estou a beira da morte.
Aguardando apenas o fogo fátuo.
Pra levar o brilho da alma aos céus!
E espalhar me entre as estrelas.
Livrar-me-ia de pensar asneiras.
E de cortar os pulsos.
Meu coração ainda pulsa.
Minha oração uma repulsa.
Não há deus que atenda aos pecadores
Nem dores que afastem o meu mal.
Enquanto a mente pensar.
A dor e o pesar se mantêm aqui
Comigo
Servindo de abrigo pra minhas leves memórias.
Destruindo todas as minhas possíveis histórias.
Estou fadado ao meu caos.
A minha morte.
Estou abandonado à minha própria sorte.
Azar o meu.

-Frog

Ainda tento sorrir

Se alguém entrasse em minha cabeça,
Encontraria um labirinto extenso e confuso
Habitado por uma fera rude e violenta
Daquelas que fere ao menor toque.
Que abre a bota é que leva ao inferno consigo.
Um ser humano gentil, de olhos amáveis e coração frio.
Se alguém pudesse me ver morto dentro da minha cabeça...
Eu pediria socorro!
Mas tudo passa depressa demais.
E no labirinto que muda de forma eu não encontro a paz.
Constante confusão.
Ausência de alegria.
Me mente se perde e se fecha pra si, minha dor rasga a alma.
Nada alivia
Quem diria? Um palhaço precisando comprar alegria.
Um rosto conhecido cairia bem
Mas não trazer ninguém ao labirinto.
E o medo que sinto é de não conseguir sair.
Ficar enclausurado dentro da minha própria mente.
Se alguém soubesse bicho que mantenho preso aqui dentro.
Ninguém falaria comigo.
Meu melhor inimigo, preso aqui.
E eu tentando não virar esse monstro.
Nem morrer de desgosto.
Ainda tento sorrir...

-Frog

Lhe devo

Ainda lembro da chuva caindo, dos risos que escapavam.
Da vida nada fácil e quase sempre cheia de pequenos defeitos e talvez até, pequenos delitos do dia dia.
Ainda lembro da dor da perda, do cheiro da morte.
Da sensação de nunca mais ver.
Sou eu um pequeno ser apaixonado, um homem infectado por um vírus da alma.
Repleto de calma.
Busco adormecer.
E a dormência dos dias sem culpa das lutas incessantes pela vida
Da ferida aberta e exposta pra tentar proteger.
Fiz a escolha errada, e a consciência pesada, não cabe a você.
Lembro me então do amigo que um dia eu tive, e que hoje ainda viva, amigo? Não sei dizer.
Mas preciso limpar minha alma, recobrar minha calma.
Eu perdoo você!
Se não achar que há o que ser perdoado.
Que lhe seja de bom grado, te desejo um futuro melhor.
Pelo passado que tivemos, momentos bons que vivemos, amizades ou o que for.
Amor não vira ódio e amizade não pode ser rancor.
Que seja então anestesia...
E quem sabe um dia volte a ser algo melhor.
Vou seguindo a rua escura, da qual já me acostumei
Deixo pra trás sentimentos que não mais me cabem, e levo perdão na bagagem.
Se um dia eu seguir viagem, terei feito o meu melhor.
A sentença eu já sei de cor.
Todo anjo morre só.
~

E Deus sabe que eu não quero ser um anjo...

L.C.S Frog.
Texto registrado.

Pouco a pouco amor...

Pra aonde vai a paixão que não se alimenta?
O tesão e o fogo que se deixa apagar?
Como pode resistir o amor?
Se pouco a pouco você o priva de se alimentar?
Cessaram-se os carinhos, os beijos mais quentes as mãos mais abusadas foram censuradas.
E pouco a pouco a paixão vai se aquietando,
O fogo vai abaixando, a vontade vira um desejo longe.
Quase inalcançável... Torna -se não saciável.
Por não sentir mais vontade de se saciar.
E então, aquela pequena luta diária pra manter a paixão acesa, quando vinda de um único dos lados da balança, torna-se lança que o fere.
E o faz voltar a ser criança achar graça em dançar uma dança... mesmo que só e tendo um par.
Alimento pro fogo do amor, ainda é simplesmente amar.

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