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Sobre fazer feliz

Não é sobre corações partidos os sobre infinitos devaneios tolos que escrevo
Não é sobre o amor que devo, mas sim sobre o que me sobra!
A felicidade que dobra! E faz mais sentido quando estou contigo.
É sobre amor além da curva, sobre respeito.
Sobre coração batendo forte no peito.
É sobre reciprocidade, sentir saudade e dizer oi!
É sobre ver você aonde nada existe, sobre residir onde o sol se pôs e depois ser pra você algo além.
É sobre cantar debaixo de chuva
Pegar sol, correr na rua
Deitar de baixo de tua natureza completamente nua.
É sobre todos os versos, e os inversos de nós.
É sobre acordar todos os dias e querer ouvir sua voz.
Encantar-me com tua alegria.
Ver teus olhos colorir meu dia.
E ser tudo o que eu sempre quis...
É sobre fazer você feliz.

Poesia

Há olhares sobre os traços marcados
Há marcas nos lábios selados
Há zelo em um silêncio velado
Palavras do tempo guardado.
Há luz e beleza na tua natureza
Há essência e indecência em teu sorrir
Há em mim poesia viva
Que se anima ao saber de ti.
Há quem diga que eu sou Velho louco
E há loucura em não mais permitir
Há saudade é verdade há fogo!
E medo que o mundo me tire de ti.
Há beleza sutil no dia-a-dia
Alegria me dá teu sorrir.
Eu sou sobreo em minha sabedoria...
Embriago-me ao pensar em ti.
Eu sou mais que um poeta abusado.
Sou presente futuro e passado
Um amante do tempo amado,
Admirador do olhos vidrados.
Dos sorrisos que tiram o fôlego
Que me nego esquecer
E acreditar existir...
Há beleza demais nesses traços
Nos abraços, nos beijos e em ti.
Há beleza nessa tal poesia...
Quem diria, escrita por ti!

-Frog!

Há quem duvide.

Há quem duvide da noite
E do seu bélico potencial de preencher corações de melancolia.
Há quem duvide da lua e sua luz sensual
Que transforma qualquer doce sentimento em algo potencial
Há quem se esquece que na solidão a gente fica aberto à muitos perigos.
Dentre os mais antigos, nós!
Há quem se esqueça que existe quem se compadessa e quem nunca esqueça de um sorriso
Há os saudosos do passado e os ansiosos pra um futuro qualquer...
Só vive de verdade o presente aquele homem nos braços de uma mulher! Ou nos outros tantos enlaços, como o sorriso, os abraços. O toque leve do perfume que dança pelo ar.
Esse não quer que a hora passe, só deseja que ela abrace...
E a moça também se desliga do tempo.
Presente de verdade é ter esse tempo pra si!
E si doar pra alguém que valha a pena.
Nesse mundo de almas pequenas, eu sigo poeta.
Sem saber até aonde vou ter abrigo entre estrofes.
Serei apóstrofo, ou epílogo?
Talvez não seria adjetivo...
Mas adoraria ser seu objetivo.
Há quem duvide da noite,
E dos poetas que escrevem na madrugada.
Eu, já não duvido de mais nada...
Estou há noites sem dormir.

-

Luiz Carlos, frog.
Texto registrado

Eu.

Queria tanto que calasse o coração.
Que a mente turbulenta fosse silenciada.
Que o medo me deixasse de lado.
Que eu me encontre aonde estiver guardado.
Queria achar uma direção qualquer.
Um segredo não contado.
Ou o que vier.
Queria saber aonde estou agora.
Ser minha própria demora.
Acordar e limpar os espinhos da pele.
Ser perene,
Intempérie.
Encontrar por trás do rosto no espelho
Minha alma refletida de fato.
Não mais me farto.
Estou a beira da morte.
Aguardando apenas o fogo fátuo.
Pra levar o brilho da alma aos céus!
E espalhar me entre as estrelas.
Livrar-me-ia de pensar asneiras.
E de cortar os pulsos.
Meu coração ainda pulsa.
Minha oração uma repulsa.
Não há deus que atenda aos pecadores
Nem dores que afastem o meu mal.
Enquanto a mente pensar.
A dor e o pesar se mantêm aqui
Comigo
Servindo de abrigo pra minhas leves memórias.
Destruindo todas as minhas possíveis histórias.
Estou fadado ao meu caos.
A minha morte.
Estou abandonado à minha própria sorte.
Azar o meu.

-Frog

Ainda tento sorrir

Se alguém entrasse em minha cabeça,
Encontraria um labirinto extenso e confuso
Habitado por uma fera rude e violenta
Daquelas que fere ao menor toque.
Que abre a bota é que leva ao inferno consigo.
Um ser humano gentil, de olhos amáveis e coração frio.
Se alguém pudesse me ver morto dentro da minha cabeça...
Eu pediria socorro!
Mas tudo passa depressa demais.
E no labirinto que muda de forma eu não encontro a paz.
Constante confusão.
Ausência de alegria.
Me mente se perde e se fecha pra si, minha dor rasga a alma.
Nada alivia
Quem diria? Um palhaço precisando comprar alegria.
Um rosto conhecido cairia bem
Mas não trazer ninguém ao labirinto.
E o medo que sinto é de não conseguir sair.
Ficar enclausurado dentro da minha própria mente.
Se alguém soubesse bicho que mantenho preso aqui dentro.
Ninguém falaria comigo.
Meu melhor inimigo, preso aqui.
E eu tentando não virar esse monstro.
Nem morrer de desgosto.
Ainda tento sorrir...

-Frog

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